Hoje a aula foi legal. Comentávamos anteriormente no bar da esquina que algumas colocações do professor Claudineu, poderia ser interpretada como uma posição, vamos dizer, caucadas em valores que às vezes são distorcidos e pregados por entidades que, como disse Dostoyévsky em seu livro "A Dócil" (Ed. 34, pág.25): fazem parte do todo que quer fazer o mal, mas cria o bem..., mas fazem o bem.(essa escrita ainda refere-se a uma citação imprecisa da seguinte passagem do Fausto, Primeira Parte (1808), de Goethe (1749-1832), "Sou parte da Energia/Que o mal pretende e que o Bem sempre cria".
Mas sou do partido de que essas informações TEM que se chocar com as nossas. É a partir daí que são gerados os ajustes de entendimento. Começa lá mesmo. Nunca poderíamos esperar por informações com problematizaçõ es para enfretarmos desafios, se não houver esse "ajuste ideologico", que basicamente significa: eu exponho a nossa (Escola de Governo) e vocês expõem a de vocês.
Por isso, é muitissimo importante que todos continuemos perguntando, devaneiando, declarando, ou que seja, mas externizando essa agonia de tentar comunicar algo e mais, ser entendido.
Tento anotar alguma coisa que me direcione na hora da pergunta. Mas gosto de ouvir os colegas. No xadrez, que dá o primeiro passo geralmente dita o ritmo do jogo. Mas o próximo a jogar sempre terá de ter uma visão ampla dasm intenções de seu adversário. Não entendam que eu veja os colegas como adversario, eu só faço uma analogia ao jogo. As intervenções do Rogério, Ruy, Mildrid, do teólogo, do geógrafo, de pessoas de tantas diversas áreas e que conseguem enxergar problemas específicos, que no seu conjunto, conformam um amplo e global prospecto das preocupações CONCRETAS, que são VIVIDAS no dia a dia.
Também comentei sobre a evasão de alunos com alguns colegas. Ironizei dizendo que era menos pessoas para competir. QUase um approach inconsciente do que seria o tema da aula. A competição natural do capitalismo selvagem nos atira numa jaula com todos famintos.
Famintos, hoje, por informação.
Por isso é uma Revolução.
Porque há um CANAL que despeja inesgotáveis informações de todos os gêneros; energia codificada, e tenha certeza de que cada BYTE que seu computador transfere com o servidor, isso gera uma quantia de dinheiro. O Consumo desenfreado de informação está nos levando para um estado CATACLÍTICO DE CONFUSÃO.
Logo não saberemos em que mais confiar. Leremos muita informação contraditória, e bem, salvem-se quem puder.
Quem estuda Teoria da Comunicação, e por sua vez, Semiótica, aprende uma simples regrinha sobre a Cultura de Massa:
Quanto MAIS informação, MENOR sua qualidade.
SUPÕE-SE que a MASSA não tem capacidade e NÃO QUER profundizar o seu conhecimento. O entretenimento audiovisual, sobretudo o formato hollywoodiano, instituido há mais de 70 anos, é a mesma coisa que fast-food, fácil de digerir e quem venham os próximos. O cérebro também é faminto. O que a gente não pára e pensa é que o cérebro absorve também idéias e culturas. E eu posso dizer claramente, que o que fizeram com o nosso cinema, com nossos filmes, assim como do resto da America Latina, foi uma falácia. Simplesmente não quiseram que desenvolvemos nossa industria audiovisual. Não quiseram e não deixaram.
Cresci ouvindo que os russos eram uns filhos da puta, "os chinas", que se o Lula ganhasse do Collor teríamos que dar um carro para o Governo, fui enganado por muitos pilantras por causa da PROPAGANDA, acreditei que realmente os EUA eram os mocinhos da História. Fui ler Darcy Ribeiro com 30 anos de idade e me considerei um completo ignorante a respeito da História brasileira. Como eu gostaria de ter lido esse livro no Colegial! A linguagem não é tão rebuscada, e ainda muitos consideram o Darcy como um boêmio e não o levam muito a sério.
Acho que o impacto da publicidade é muito violento nas pessoas. A velocidade subliminar (15 frames por segundo, ou duas a três imagens a cada segundo) É um recurso que é inegável para atrair os consumidores. Um mundo sem propaganda? Ha, nem em Cuba! Mas quando um rapaz que ganha meio-salário tem acesso à uma enxurrada de comerciais que o colocam num outro nível de consumo, onde está a alternativa? Na busca de um produto mais barato. Mas os rostos que se vê na tv dão a eles outra perspectiva, sobretudo a redução da baixa estima. é toda a esquizofrenia do sistema.
Os bancos poderiam vir com o novo slogan: "ATENÇÃO, GASTE DINHEIRO COM MODERAÇÃO."
salute edu
mais mentiras sobre trabalho escravo parte 2
9) Mentira: Esse tipo de relação de trabalho já faz parte da cultura da região. Verdade: A justificativa é falsa, embora seja comumente usada pelos produtores rurais. Mesmo que a prática fosse comum em determinada região – o que não é verdade, pois é utilizada por uma minoria dos produtores rurais – jamais poderia ser tolerada. Todo e qualquer crime deve ser combatido, com maior força exatamente onde for mais usual a sua prática.
Há uma Constituição votada por representantes da população que garante direitos e liberdades individuais a cada cidadão – independente de credo, cor ou classe social. O desrespeito à dignidade e o cerceamento da liberdade não podem ser encarados como manifestação cultural de um povo, mas sim como a imposição histórica da vontade dos mais poderosos.
Além do mais, essa suposta “cultura da região” é compartilhada apenas por aqueles que concordam com o trabalho escravo, uma vez que a população mais pobre, vítima da escravidão, tem lutado desde a década de 70 para que seus direitos sejam efetivados.
10) Mentira: Não é possível aplicar a legislação trabalhista na região de fronteira agrícola amazônica. Isso geraria desemprego. Verdade: Escravidão não é apenas uma questão trabalhista, mas acima de tudo criminal, já que a vítima tem sua liberdade e dignidade roubadas. Utilizar trabalho escravo é infringir a lei e, por isso, passível de punição, como o roubo e o homicídio também são.
Qualquer região, por mais distante que seja, havendo a necessidade de usar o trabalho de alguém, deverá fazer isso em conformidade com a lei. O que se exige dos proprietários rurais é o cumprimento de alguns requisitos básicos da contratação e a garantia de que a pessoa consiga deixar o local de trabalho no momento em que desejar, independentemente da existência de qualquer tipo de dívida, legal ou ilegal.
Para evitar o desrespeito aos direitos dos trabalhadores, que é uma das raízes do problema, uma boa sugestão é seguir a legislação trabalhista. A própria Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recomenda isso na recente publicação “Alertas aos Produtores Rurais”. Já a Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa) distribuiu aos sindicatos rurais do Pará o manual “Fazenda Legal é Produtor Tranqüilo – Roteiro para o Cumprimento da Legislação Trabalhista da Propriedade Rural”. Nessas publicações, há a lista das ações que devem ser tomadas pelo fazendeiro para formalizar o vínculo com o empregado e evitar a exploração.
A fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego encontra freqüentemente produtores que não utilizam trabalho escravo, mas sim empregados tratados com dignidade e com o seu direito de ir e vir assegurado. Se esses produtores podem agir dentro da lei, os outros também podem.
Basta que, para isso, passem a operar sem a margem de lucro que ganham com a exploração da mão-de-obra escrava. Dessa forma, entrariam no jogo da competição de mercado de igual para igual, sem tentar passar a perna em seus pares que agem dentro da lei.
11) Mentira: A fiscalização abusa do poder e é guiada por um viés ideológico. A Polícia Federal entra armada nas fazendas. Verdade: Os Auditores Fiscais do Trabalho agem de acordo com a legislação e as orientações do Ministério do Trabalho e Emprego. E o trabalho de combate à escravidão não começou agora, mas no governo anterior, com o início das fiscalizações em 1995. As equipes de fiscalização contam com a presença de auditores fiscais do trabalho, delegados e agentes da Polícia Federal e membros do Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Federal. Todos agem de acordo com a lei.
O Poder Judiciário garante ampla oportunidade de defesa administrativa e judicial para os fazendeiros em cujas propriedades os grupos móveis de fiscalização encontraram trabalho escravo. Os processos tramitam na Justiça normalmente e ninguém é vítima de arbitrariedades.
Não se pode esquecer que trabalho escravo é crime previsto no Código Penal. As equipes móveis devem ir prevenidas às ações de fiscalização uma vez que muitos seguranças, gatos, prepostos, gerentes e vaqueiros das fazendas andam armados para intimidar trabalhadores. De revólveres a rifles, o arsenal de muitas fazendas não é pequeno e algumas propriedades chegam a possuir pequenos exércitos. Muitas vezes as equipes de fiscalização têm suas vidas ameaçadas. Além disso, cabe também à Polícia Federal abrir inquéritos e, se necessário, prender os culpados quando confirmado o flagrante do crime.
Nunca é demais lembrar que os cidadãos concedem ao Estado – e somente a ele – o monopólio legal do uso da força para manter o respeito à lei, à integridade física e moral e à dignidade do ser humano. A fazendeiros, gerentes e gatos, não.
12) Mentira: A divulgação internacional prejudica o comércio exterior e vai trazer prejuízo ao país.
Verdade: Isso é uma falácia. Não erradicar o trabalho escravo é que prejudica a imagem do Brasil no exterior. As ameaças de restrições comerciais serão levadas a cabo se o país não fizer nada para resolver o problema.
Que usamos trabalho escravo, isso é público e notório. Prova disso, são as campanhas para auxiliar na erradicação do trabalho escravo tocadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) – um organismo internacional. Ou mesmo, o processo contra o Brasil na Organização dos Estados Americanos por causa da tentativa de assassinato de José Pereira, em 1989, quanto tentou fugir da fazenda Espírito Santo – sul do Pará. José Pereira era mantido como escravo na propriedade.
Por conta de uma solução amistosa, o Brasil aceitou pagar uma indenização de R$ 52 mil a José Pereira – aprovada por unanimidade pela Câmara e pelo Senado. Somado aos cerca de R$ 50 mil que custam, em média, cada ação de fiscalização e somado aos custos dos processos judiciais por parte do Ministério Público Federal, da Justiça Federal, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho, aí sim, teremos um grande prejuízo à nação, causado pelos produtores rurais que vão contra a lei e utilizam trabalho escravo.
A agricultura é fundamental para o desenvolvimento do país. Por isso mesmo, ele deve estar na linha de frente do combate ao trabalho escravo, identificando e isolando os empresários que agem criminalmente. Dessa forma, impede-se que uma atividade econômica inteira venha a ser prejudicada pelo comportamento de alguns poucos.
13) Mentira: A imprensa prejudica a imagem de estados como Pará, Mato Grosso,Tocantins, Maranhão, Rio de Janeiro e Bahia, entre outros, ao mostrar que há propriedades com trabalho escravo.
Verdade: Graças ao trabalho da imprensa, o problema ganhou dimensão nacional e passou a fazer parte dos debates da opinião pública. O que envergonha o país é a existência de trabalho escravo e não a denúncia dessa prática. Na realidade, quem deve se sentir envergonhado é o fazendeiro ou empresa que possui trabalhadores escravos, independentemente do local.
14) Mentira: O Estado está ausente da região de fronteira agrícola e só aparece para punir quem está desenvolvendo o país. Verdade: O Estado sempre esteve presente na fronteira agrícola amazônica. Prova disso são os significativos empréstimos e financiamentos subsidiados aos projetos e empreendimentos agropecuários.
Na verdade, durante muito tempo o Estado esteve ausente na vida dos mais fracos da região, que não tinham garantias de seus direitos e cidadania. Agora, vem corrigindo seu erro histórico e as fiscalizações do grupo móvel no combate ao trabalho escravo são exemplo disso.
15) Mentira: a “lista suja” do trabalho escravo é ilegal, não dá direito de defesa aos proprietários de terra fiscalizados pelo grupo móvel e não tem utilidade nenhuma além de punir o agronegócio.
Verdade: A portaria do Ministério do Trabalho e Emprego número 540/2004, de 15 de outubro de 2004, instituiu o cadastro com os nomes de empregadores e empresas flagrados com trabalho escravo. Essa relação ficou sendo conhecida como “lista suja”. Segundo as regras do MTE, responsável também por sua manutenção, a inclusão do nome do infrator na lista acontece somente após o final do processo administrativo criado pelo auto da fiscalização que flagrar o crime de trabalho escravo, que inclui o direito de defesa do envolvido. A exclusão, por sua vez, depende de monitoramento do infrator pelo período de dois anos. Se durante esse período não houver reincidência do crime e forem pagas todas as multas resultantes da ação de fiscalização e quitados os débitos trabalhistas e previdenciários, o nome será retirado do cadastro. Prova do sucesso desse sistema é que 42 empregadores que haviam entrado na lista em novembro 2003 saíram dela em novembro de 2005 após normalizarem as condições de trabalho em suas propriedades.
Com base na “lista suja”, instituições federais podem barrar o empréstimo de recursos públicos como punição a esses empregadores. O Ministério da Integração Nacional impede os relacionados de obterem novos contratos com os Fundos Constitucionais de Financiamento. O Banco do Brasil, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste do Brasil, o BNDES também cortaram todas as modalidades de crédito para quem estiver na “lista suja”. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está aconselhando os seus associados a fazerem o mesmo.
Além da restrição ao crédito, a divulgação da “lista suja” criou uma base de trabalho para as instituições governamentais e não-governamentais que atuam para a erradicação da escravidão, possibilitando assim a criação de outros mecanismos de repressão e prevenção.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), por exemplo, está analisando, desde 2003, a cadeia dominial dos imóveis rurais que constam da “lista suja” e verificando a sua situação de cadastro, registro e produtividade. A investigação já constatou graves irregularidades que podem levar à destinação da terra à reforma agrária. Outro mecanismo que utilizou como base a “lista suja” foi a identificação das cadeias produtivas do trabalho escravo, que levou à assinatura do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo por mais de 60 grandes empresas do país em maio deste ano.
De acordo com a portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamenta a existência da listagem, os seguintes órgãos a recebem a cada atualização: ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Integração Nacional, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Secretaria Especial de Direitos Humanos, Ministério da Fazenda e Banco Central do Brasil.
A utilização de trabalho escravo por um empregador é uma informação importante que deve ser levada a público. O governo federal tem o dever de publicizar esses dados a fim de que instituições governamentais e financeiras considerem esse risco ao fechar negócios. Isso não é novidade, pois já acontece com os serviços de proteção ao crédito, por exemplo.
Brasília, 26 de abril de 2004 Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae)
São membros da Conatrae:
Associação dos Juízes Federais do Brasil Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho Comissão Pastoral da Terra Confederação dos Trabalhadores da Agricultura Departamento de Polícia Federal Departamento de Polícia Rodoviária Federal Ministério da Defesa Ministério da Justiça Ministério da Previdência Social Ministério do Agricultura, Pecuária e Abastecimento Ministério do Desenvolvimento Agrário Ministério do Meio Ambiente Ministério do Trabalho e Emprego ONG Repórter Brasil Ordem dos Advogados do Brasil Organização Internacional do Trabalho Procuradoria dos Direitos do Cidadão da Produradoria Geral da República Procuradoria Geral do Trabalho Secretaria Especial dos Direitos Humanos Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho
Fonte: Repórter Brasil
Algumas mentiras mais contadas sobre TRABALHO ESCRAVO
Mentiras mais contadas sobre Trabalho Escravo
A pedido da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), a ONG Repórter Brasil enumerou as mentiras mais contadas por aqueles que não querem ver o problema resolvido e contou a verdade por trás delas.
1) Mentira: Não existe trabalho escravo no Brasil.
Verdade: Infelizmente, existe. A assinatura da Lei Áurea, em 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, colocando fim à possibilidade de possuir legalmente um escravo. No entanto, persistem situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.
Há fazendeiros que, para realizar derrubadas de matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias e extrativistas, contratam mão-de-obra utilizando os famigerados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.
Esses gatos recrutam trabalhadores em regiões distantes do local da prestação de serviços ou em pensões localizadas nas cidades próximas. Na primeira abordagem, eles se mostram pessoas extremamente agradáveis, portadores de excelentes oportunidades de trabalho. Oferecem serviço em fazendas, com salário alto e garantido, boas condições de alojamento e comida farta. Para seduzir o trabalhador, oferecem “adiantamentos” para a família e garantia de transporte gratuito até o local do trabalho.
O transporte é realizado por ônibus em péssimas condições de conservação ou por caminhões improvisados sem qualquer segurança. Ao chegarem ao local do trabalho, eles são surpreendidos com situações completamente diferente das prometidas. Para começar, o gato lhes informa que já estão devendo. O adiantamento, o transporte e as despesas com alimentação na viagem já foram anotados no caderno de dívida do trabalhador que ficará de posse do gato. Além disso, o trabalhador percebe que o custo de todos os instrumentos que precisar para o trabalho – foices, facões, motosserras, entre outros – também serão anotados no caderno de dívidas, bem como botas, luvas, chapéus e roupas. Finalmente, despesas com os emporcalhados e improvisados alojamentos e com a precária alimentação serão anotados, tudo a preço muito acima dos praticados no comércio.
Convém lembrar que as fazendas estão incrivelmente distantes dos locais de comércio mais próximos, sendo impossível ao trabalhador não se submeter totalmente a esse sistema de “barracão”, imposto pelo gato a mando do fazendeiro ou diretamente pelo fazendeiro.
Se o trabalhador pensar em ir embora, será impedido sob a alegação de que está endividado e de que não poderá sair enquanto não pagar o que deve. Muitas vezes, aqueles que reclamam das condições ou tentam fugir são vítimas de surras. No limite, podem perder a vida. Este é o escravo contemporâneo, vítima do crime previsto no artigo 149 do Código Penal, submetido a condições desumanas e subtraído de sua liberdade.
2) Mentira: A escravidão foi extinta em 13 de maio de 1888. Verdade: A escravidão contemporânea é diferente da antiga, mas rouba a dignidade do ser humano da mesma maneira. No sistema antigo, a propriedade legal era permitida. Hoje, não. Mas era muito mais caro comprar e manter um escravo do que hoje. O negro africano era um investimento dispendioso, a que poucas pessoas tinham acesso. Hoje, o custo é quase zero, paga-se apenas o transporte e, no máximo, a dívida que o sujeito tinha em algum comércio ou hotel. Se o trabalhador fica doente, ele é largado na estrada mais próxima e se alicia outra pessoa. A soma da pobreza generalizada – proporcionando mão-de-obra farta – com a impunidade do crime criam condições para que perdurem práticas de escravização, transformando o trabalhador em mero objeto descartável.
Na escravidão contemporânea, não faz diferença se a pessoa é negra, amarela ou branca. Os escravos são miseráveis, sem distinção de cor ou credo. Porém, tanto na escravidão imperial como na do Brasil de hoje, mantém-se a ordem por meio de ameaças, terror psicológico, coerção física, punições e assassinatos.
3) Mentira: Se o problema existe, é pequeno. Além disso, apenas uma meia dúzia de fazendeiros utiliza trabalho escravo. Verdade: Em 1995, o governo brasileiro, por intermédio de um pronunciamento do Presidente da República, assumiu a existência do trabalho escravo no Brasil. Já naquele ano foram criadas estruturas governamentais para o combate a esse crime, com destaque para o Grupo Executivo para o Combate ao Trabalho Escravo (Gertraf) e o Grupo Especial de Fiscalização Móvel. No ano passado, o atual Presidente da República lançou o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e criou a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).
Em março de 2004, o Brasil reconheceu na Organização das Nações Unidas a existência de pelo menos 25 mil pessoas reduzidas à condição de escravos no país – e esse é um índice considerado otimista. Os números servem de alerta para o tamanho do problema. Porém, mesmo que houvesse um único caso de trabalhador reduzido à escravidão no Brasil, esse caso deveria ser combatido e eliminado. De 1995 até 2005, cerca de 18 mil pessoas foram libertadas em ações dos grupos móveis de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. As ações fiscais demonstram que quem escraviza no Brasil não são proprietários desinformados, escondidos em propriedades atrasadas e arcaicas. Pelo contrário, são grandes latifundiários, que produzem com alta tecnologia para o grande mercado consumidor interno ou para o mercado internacional. Não raro, nas fazendas são identificados campos de pouso de aviões dos fazendeiros. O gado recebe tratamento de primeira: rações balanceadas, vacinação com controle computadorizado, controle de natalidade com inseminação artificial, enquanto os trabalhadores vivem em piores condições do que as dos animais.
4) Mentira: A lei não explica detalhadamente o que é trabalho escravo. Com isso, o empresário não sabe o que é proibido fazer. Verdade: O artigo 149 do Código Penal (que trata do crime do trabalho escravo) existe desde o início do século passado. A legislação trabalhista aplicada no meio rural é da década de 70 (lei n.º 5.889). Portanto, tanto a existência do crime como a obrigação de garantir os direitos trabalhistas não são coisas novas. Os proprietários rurais que costumeiramente exploram o trabalho escravo, na maioria das vezes, são pessoas instruídas que vivem nos grandes centros urbanos do país, possuindo excelente assessoria contábil e jurídica para suas fazendas e empresas.
Além disso, uma série de acordos e convenções internacionais tratam da escravidão contemporânea. Por exemplo, as convenções internacionais de 1926 e a de 1956, que proíbem a servidão por dívida, entraram em vigor no Brasil em 1966. Essas convenções estão incorporadas à legislação nacional. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) trata do tema nas convenções número 29, de 1930, e 105, de 1957. Há também a declaração de Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho e seu Seguimento, de 1998.
De acordo com o Relatório Global da OIT de 2001, as diversas modalidades de trabalho forçado no mundo têm sempre em comum duas características: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil, o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de liberdade. O trabalhador fica preso a uma dívida, tem seus documentos retidos, é levado a um local isolado geograficamente que impede o seu retorno para casa ou não pode sair de lá, impedido por seguranças armados. A Organização utiliza, no Brasil, o termo “trabalho escravo” em seus documentos.
Como se vê, o conceito de trabalho escravo é universal e o conceito legal é mais do que claro. Todo mundo sabe o que é escravidão.
5) Mentira: A culpa não é do fazendeiro e sim de gatos, gerentes e prepostos. O empresário não sabe dos fatos que ocorrem dentro de sua fazenda e por isso não pode ser responsabilizado. Verdade: O empresário é o responsável legal por todas as relações trabalhistas de seu negócio. A Constituição Federal de 1988 condiciona a posse da propriedade rural ao cumprimento de sua função social, sendo de obrigação de seu proprietário tudo o que ocorrer nos domínios da fazenda.
Por isso, o fazendeiro tem o dever de acompanhar com freqüência a ação dos funcionários que administram sua fazenda para verificar se eles estão descumprindo alguma norma da legislação trabalhista, além de orientá-los no sentido de contratar trabalhadores de acordo com as normas estabelecidas pela CLT.
6) Mentira: O trabalho escravo urbano é do mesmo tamanho que o rural. Verdade: O trabalho escravo urbano é menor se comparado ao do meio rural. A Polícia Federal, as Delegacias Regionais do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Federal já agem sobre o problema.
Vale lembrar que a escravidão urbana é de outra natureza, com características próprias. Portanto, pede instrumentos específicos para combatê-la – e não adaptações do que está sendo proposto para a zona rural. O principal caso de escravidão urbana no Brasil é a dos imigrantes ilegais latino-americanos - com maior incidência para os bolivianos - nas oficinas de costura da região metropolitana de São Paulo. A solução passa pela regularização da situação desses imigrantes e a descriminalização de seu trabalho no Brasil.
7) Mentira: Já existem muitas punições para quem pratica trabalho escravo. É só fazer cumprir a lei que a questão está resolvida. Não é necessária a aprovação de uma lei de confisco de terras. Verdade: As leis existentes não têm sido suficientes para resolver o problema e o número de propriedades reincidentes é grande. Mesmo com a aplicação de multas e o corte do crédito rural, usar trabalho escravo ainda é um bom negócio para muitos empresários porque barateia os custos com mão-de-obra. Na prática, até hoje os infratores, quando flagrados, só pagavam os direitos trabalhistas que haviam sonegado, e nada mais.
A sanção penal tem sido insuficiente. De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra, menos de 10% dos envolvidos em trabalho escravo no sul-sudeste do Pará, entre 1996 e 2003, foram denunciados por esse crime. A questão da competência para julgar o crime e o tamanho atual da pena mínima prevista no artigo 149 do Código Penal (dois anos) tem inibido qualquer ação penal efetiva. Se julgado, há vários dispositivos que permitem abrandar a eventual execução da pena. Ela pode ser convertida em distribuição de cestas básicas ou prestação de serviços à comunidade, por exemplo.
Há medidas que vêm sendo tomadas na tentativa de atingir economicamente quem se vale desse tipo de mão-de obra – que vão das ações movidas pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público Federal até a publicação da “lista suja” do trabalho escravo no Brasil pelo governo federal. Nela, estão relacionados empregadores comprovadamente flagrados pela prática – que estão tendo suspensas suas linhas de crédito em agências públicas e identificados suas cadeias produtivas.
Mas a prática tem demonstrado que somente uma medida drástica, que coloque em risco a perda da fazenda em que foi utilizado trabalho escravo, coibirá com eficiência esse crime. Nesse sentido, a aprovação de um dispositivo constitucional que permita a expropriação das terras onde se constate a escravidão se torna medida imprescindível para a sua erradicação no país. Por fim, um dispositivo como esse não seria novidade em nossa legislação, uma vez que a possibilidade de expropriação de terras já existe no caso das propriedades em que forem encontradas plantações de psicotrópicos.
Reflexões - Escola de Governo - Aula 2
Reflexões Escola de Governo – Aula 2 - Introdução à Política
Esta aula introdutória à política poderia durar um mês. É louvável a intenção de se resumir esse material denso em duas horas. A urgência nos impele a isso. A absorção imediata é necessária, pois os “agentes políticos” também tem de ser reagentes. Esperar que a população seja o reagente é excluir-se desta condição. Somos todos um grande corpo. Há poucos lugares que estão muito bem, mas para que isso seja possível, muitos outros lugarem devem estar muito mal. O raciocínio é simples e básico.
O Prof. Comparato dá ênfase na indispensabilidade da comunicação social, de como isso foi cabal para o desenvolvimento da vida em sociedade e sua organização. A mitologia egípcia foi o berço da filosofia judaico-cristã. Com a difusão do Cristianismo, quando Constantino gradualmente adotou como religião do império, sedimentou-se então a mais perfeita forma de controle social, o que seria o “solo psicológico" que supriria todas as dúvidas sobre o sentido da vida. E como esta sobreviveria de riquezas a partir de donativos e legados, e levando em consideração que o Vaticano dominou a Europa por 1400 anos, matando ou catequizando, devemos ter em consideração que o nosso País é fruto de uma colonização bárbara e sangrenta. Praticamente fomos obrigados a aceitar que vivemos e morremos pela cruz. Pobres aztecas se intimidaram com a cruz do conquistador espanhol Pizarro, pois eles mesmos tinham como símbolo da divindade a cruz invertida.
E estes mesmos colonizadores retiraram africanos de sua terra, mesclaram suas etnias, os exploraram até a ultima gota de sangre. Porque os malês até hoje não tem um monumento? Se tem, desconheço e gostaria de conhecer. Quando houve a abolição, os negros eram livres fisicamente, mas ainda estavam submetidos ao preconceito da elite branca e dos imigrantes europeus que chegavam em busca de trabalho. Daí, vieram as favelas. Esse esquecimento dos negros, indios e mulatos é consciente. E se há até hoje, é porque esse preconceito ainda é latente. Todos os movimentos negros e cotas são mais que legítimas. É justiça histórica. Aliás, o início dela.
Quando o Prof. Comparato cita as parábolas evangélicas penso tudo nisso. Mas também sei que a bem-aventurança existe desde o primeiro ser humano racional. O amor deve ter vindo de algum lugar desse universo de Deus. Ou alguma coincidência química, ou de mutação, ou de evolução, que nos despertou para esse conceito que mescla abstração, sentimento e perfeição. Devo dizer que perfeição para mim não é beleza, é equilíbrio. A beleza é um conceito outro que não me animo a discutir.
Nunca citou-se em nenhum momento a deturpação da política com o intuito de dominar. Ora, não é praticamente a história da civilização mundial? Dominação? Também não fazemos parte deste jogo? Não é ingenuidade pensar que somos um país soberano, se não conseguimos sequer participar da construção das regras politico-socio-econômicas? É um jogo complexo! Quando se diz que se separa radicalmente a vida econômica da política, eu acredito que elas andam juntas e por isso promove a hegemonia de alguns grupos. Houve uma concentração de riqueza anterior, baseada na escravidão, que é mantida até hoje através de muito trabalho, pouco dinheiro, informação supérflua, liberdade condicionada. É um sinônimo do trabalho escravo. Os escravocratas contemporâneos até inventaram um outro nome: “trabalho degradante”.
Ora, se falou no problema da biosfera. Se ambicionamos uma posição política privilegiada, não teríamos que dar o exemplo? Arrumar soluções para nossas próprias vidas com relação a transporte, coleta de lixo seletiva, mas que também são coerentes com nossas propostas? Quando os administradores públicos criarem a consciência de são o primeiro exemplo de cidadania, todos eles passarão a compartir carros oficiais e separar o lixo em suas casas. Se já o fazem, o que duvido, é um bom começo. Pois o que se dá a partir daí é uma reação em cadeia. Cito como exemplo a Soninha, que trocou seu carro por uma moto, o que já é alguma coisa. Aposto que a maioria de seus assessores têm consciência ambiental, e se não têm, deveriam ter. O exemplo está ao lado.
Em Cuba, há uma “obrigatoriedade” em dar carona. Como os recursos são limitados, o transporte público sobrevivendo dos grandes camellos em péssimas condições, sempre há um posto de carona, com um fiscal (por isso a revolução funciona, há muito fiscal e a corrupção é quase inexistente). Mas La Habana não é São Paulo e está bem longe de ser. Aqui, temos a urgência da adoção de atitudes coerentes para a melhoria imediata. Não há estatística que prove o contrário do que se passa diante de nossos olhos. Daqui a pouco será liberado apenas dois finais de placa por dia, ao invés de proibi-los.
A vontade política sugere um certo conhecimento geral por parte do agente político, sobre as causas do nosso atual estado sócio-político-econômico e cultural da população brasileira, para então criar métodos ativos e eficazes para um desenvolvimento sustentável possível. Este desenvolvimento só é possível com uma melhor distribuicão de recursos, fiscalização e responsabilidade fiscal.
Reflexões - Escola de Governo - Aula 1
Reflexões - Aula 1 – Introdução ao Curso e aos Colegas
A idéia de uma breve apresentação entre todos "alunos" foi boa, pois tínhamos que saber quem são os companheiros de curso. Também poderíamos dizer que foi um pequeno teste de concisão, comunicabilidade, auto-conhecimento, capacidade de falar em público. Acredito que há uma boa média de pessoas que estão realmente interessados em serem mais partícipes do exercício de cidadania; outro flanco ambiciona cargos mais elevados e por fim, outra minoria se vê sem pretensões políticas, a fim de "agregar valor" aos seus conhecimentos. Mas repito, a média se encontra em um harmonioso equilíbrio, entre projetar "algo mais" mas sempre com racionabilidade ética.
Gostaria de ter me apresentado melhor. Talvez por isso tenha decidido iniciar essas reflexões no blog. Para ser lido e entendido. Se concordam ou não, daí a grande importância dos debates, para o "ajuste fino" ideológico e caminharmos para frente. Se os debates se atravancam, o interpelamos e abrimos um novo rumo.
Como disse, podem me chamar de Eduardo. Sou comunicador social habilitado em Cinema e especializado em Roteiro. Posso exercer funções técnicas-criativas, como fotografar e editar. Trabalho também como educador audiovisual, graças a oportunidade oferecidada pela cineasta-educadora Moira Toledo. Comecei a lecionar há um ano, na Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André, instituição que oferece cursos que pretendem formar e capacitar adolescentes e adultos para a indústria audiovisual. Para que tenham olhos livres e pensamento crítico. Para que se conscientizem de que a grande moeda de um povo é a sua cultura. Essa construção implica diretamente em aumento de auto-estima, dignidade e geração de valores.
Tenho uma breve passagem pelo mundo jurídico, onde atuei como escrevente judiciário por três anos, em três distintos lugares: Segundo Tribunal de Alçada Criminal de SP; Juizado Informal de Conciliação de Itapecerica da Serra e Juizado Especial de Pequenas Causas Central de São Paulo. Todos diferentes em sua carga de trabalho, organização, relevância perante o Governo. Devo dizer que o contato com os problemas gerais da população, com as inúmeras leis, artigos, parágrafos, incisos, com os quais eu muitas vezes não concordava, me desanimaram ante meu idealismo da igualdade entre os homens.
Em crise com relação a escolha profissional, mudei-me para o Canadá, onde havia um amigo do Embu das Artes vivendo há sete anos. Com o frio, passei a navegar na internet quando ainda era novidade (no Brasil ainda acessava por BBSs) e a escrever roteiros por conta própria. Trabalhei brevemente para imigrantes portugueses com reforma de casas. Quando o termômetro ficou negativo, corri de volta à minha pátria-mãe, com saudade do calor da terra e do povo. Com o reconhecimento de alguns amigos fui motivado a ingressar em um curso de cinema. Pena que não me avisaram que cinema se aprende fazendo. A teoria ajuda a entender, mas é 50%. Estudei numa faculdade de elite, a FAAP, e precisando de algo mais, logrei ingresso na Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Baños, em Cuba, fundada em 1986 por Gabriel Garcia Marquez e cineastas latino-americanos (claro, com apoio de Fidel), e ficou conhecida como A Escola dos Três Mundos (América Latina, África e Ásia). Terminando o curso de dois anos, a vida também me abriu um caminho paradoxal, ao ser contratado para promover um canal infantil pertencente à Disney LatinoAmerica, em Buenos Aires. A curiosidade de “conhecer o monstro por dentro” foi suprida em um ano, quando resolvi trabalhar para o desenvolvimento do País onde nasci. O status quo material não me importa.
Nunca me filiei a nenhum partido. Nasci em Campinas, as 06 e 50 da manhã do dia 02 de outubro de 1974. Cresci em Itapecerica da Serra, quando o verde ainda predominava em áreas urbanas. Minha falecida mãe me deu noções de artes plásticas e praticamente me obrigou a treinar o traço da escrita e do desenho; meu pai, na época Juiz de Direito, predominantemente me formou atráves dos conceitos da importância da Justiça (não do Direito) e da igualdade entre os seres humanos e do respeito mútuo. O contato com os abastados e não abastados era gritante: morávamos numa casa imponente, num bairro de classe média baixa, construída após alguns empréstimos. Foi um choque para mim saber que a casa onde vivia estava construída em cima do campo de futebol daquele bairro. Mesmo assim fiz muitos amigos sinceros dos quais sinto muita saudade.
Há dez anos estou em São Paulo. Meu primeiro roteiro de longa-metragem era uma comédia sobre as coincidências dentro de uma metrópole e sua inviabilidade como lugar próspero e salubre. A preocupação da informação e da previsão do caos-geral estavam constantemente no roteiro, construído apenas com piadas e sem evolução dramática dos personagens. Havia extrema ingenuidade, eu nem sabia que existia um filme chamado Weekend, de um senhor chamado Jean-Luc Godard. Hoje retrabalho o roteiro mas vejo a perspectiva mais pessimista: estamos realmente à beira do caos social, sem planejamento, e semeando apenas a repressão, a ostentação e o desejo de consumo desenfreado. A pessoa é consumidora antes de ser cidadã. No entanto, toda essa história eu vejo como uma grande comédia drámatica. A que ponto chegamos, pois.
Poderia simplesmente dizer que em Cuba formam-se cidadãos com pensamento crítico, que deriva da alfabetização e formação ideológica, pois todos eles são livres para escolher o que lêr, o que pensar, o que falar. O ponto negativo, se é que podemos colocar assim, é que não há espaço para radicais e moderados que sejam contra os princípios da Revolução. Na Argentina, o povo é mais partícipe dos fatos políticos e a capacidade de organização é mais acentuada, talvez devido às épocas de intenso frio, no qual o trabalho coletivo frente as dificuldades climáticas torna-se indispensável. O ponto negativo é que na Argentina praticamente há pouca mestiçagem, sendo que os afro-descendentes foram eliminados, em sua maioria, na Guerra do Paraguai. No Brasil, há um povo novo, em formação, há a dispersão em lugar da unidade, seja pela dimensão continental do País, seja pelas diferentes formações dos Estados, todos com um denomidor comum, as condições de sua formação. Segundo Darcy Ribeiro, em O Povo Brasileiro (1996, p.19): “Novo porque surge como uma etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiça, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo porque se vê a si mesmo e é visto como gente nova, um novo gênero humano diferente de quantos axistam. Povo novo ainda, porque é um modelo de estruturação societária, que inaugura uma forma singular de organização sócio-econômico, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial. Novo, inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa vontade de felicidade, num povo tão sacrificado, que alenta e comove a todos os brasileiros”.
Bem, não me extenderei mais nestas reflexões pois esta seria minha introdução pessoal aos colegas de curso. Espero que minha linguagem mais coloquial não crie desconforto entre aqueles que dispõem de sinônimos e adjetivos mais rebuscados e eruditos. Minha erudição outra visa a ampliação da percepção frente aos problemas mundanos e espirituais, e citando novamente o Prof. Comparato: “colocando-se no lugar do outro”.
The Guano Island Act, 1856 - Curiosidades
Guano Island Act Allows U.S. Possession of Islands Containing Bird Droppings
By Matt Rosenberg, About.com
Whenever any citizen of the United States discovers a deposit of guano on any island, rock, key, not within the lawful jurisdiction of any other government, and not occupied by the citizens of any other government, and takes peaceable possession thereof, and occupies the same, such island, rock, or key may, at the discretion of the President, be considered as appertaining to the United States. - Guano Island Act of 1856
In 1804 geographer Alexander von Humboldt brought samples of Peruvian guano to Europe. This type of guano, decades later, would become one of the most highly prized natural resources in the world. In the 1840s, guano was prized as an agricultural fertilizer. The primary source for guano at the time were the Chincha Islands off of the Peruvian Coast. The guano mining operations of Peru kept the country from becoming bankrupt although American, British, and European farmers resented paying the high costs of Peruvian bird droppings.
Fish-eating sea birds, most notably the white-breasted cormorant, have been depositing their seafood-based droppings off the coast of Peru for thousands of years. The guano of Peru is most notable due to the limited precipitation in the region. Guano is dropped and dries quickly, preserving the chemicals that make it useful for fertilizer. Is moist environments, the nitrates evaporate, making the deposits less rich than those of Peru.
On some islands, as much as one hundred and fifty feet of guano had accumulated by the time the deposits were discovered. The western companies that exploited the islands for their guano also exploited Chinese and other laborers to mine the guano for use as fertilizer.
In 1855, the U.S. government received reports that Baker Island in the Pacific Ocean was also rich with guano deposits. Congress took action and on August 18, 1856 the Guano Island Act was passed. It empowered American citizens to take possession of any island or rock or key with guano deposits not under the control of a foreign government. The full act also allowed the President to utilize the military to protect the interests of the discoverer.
Additionally, while the act allowed the President to annex a guano island or rock or key, it did not require that the United States retain possession of a guano-filled locale. This was a difference in law as typically annexations require a treaty to give up possession of a territory - thus the Guano Island Act set out to differentiate guano islands from other annexed territories.
The first annexation was that of Baker Island on May 1, 1857. A Baltimore newspaper called the island "a new El Dorado" due to the value of guano as a agricultural resource and the lower cost with which guano could be had by American farmers. Over the next few decades, dozens of rocks and islands were annexed into the United States due to their guano deposits and the Guano Island Act. These included Jarvis Island, Howland Island, Christmas Island, Johnson Atoll, Navassa Island, and Midway Island.
The industrial ideals of the late nineteenth century did not provide for conservation of wildlife so the exploitation of the guano islands resulted in the loss of millions of sea birds, making the guano on the islands a non-renewable resource. Nonetheless, the invention of chemical fertilizers dramatically reduced the need for guano as fertilizer.
A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA
CANSEI DO CAPITALISMO SELVAGEM
KINOLOUNGE: EXPERIÊNCIA INTERESSANTE
Neste sábado, no Museu da Imagem e do Som (MIS), rolou o Kinolounge - uma mostra de vídeos diversos, regados a vodka grátis. Uma experiência interessante, com boa projeção e som de qualidade. Não estava lotado, não sei se pela falta de divulgação, pelo acesso complicado ou pelo puta frio que fez naquela noite. Tive o prazer de ver videoclipes ingleses intercalados com curtinhas brasileiros feitos em diversas plataformas, entre eles o "Desejo Infinito", de Gustavo Brandão, no qual participo casualmente, pois é um video feito com imagens captadas no cotidiano com uma câmera digital. Um trabalho poético, com divisão de telas, recurso esse fortemente explorado para favorecer a narrativa. A montagem foi feita com maestria e jamais apela para os cortes frenéticos videoclipescos, para esconder ou distrair o espectador, as elipses são compostas não pelos cortes, mas pela combinação dos quadros: arvores que passam, uma mulher num carro, um sol que brilha. É um filme-memória, em que o espectador fica a vontade para visitar seus pensamentos ou simplesmente apreciar o lirismo de um videopoeta.
A INVASÃO DOS PIRATAS E DAS ARANHAS
Temos 2.000 cinemas no Brasil: 759 com Piratas do Caribe 3 e 700 e tantas com o Homem-Aranha 3.
Acho que não preciso dizer mais nada.
Depois dizem que luta armada não resolve.
ERRATA NOTICIAS OBVIAS
Na verdade, o rapaz apenas trabalhava como dublê do ator inglês John Ryes-Davies.
(a esq. o clone, à direita, o original)
Noticias Obvias numero 34
FALA SÉRIO, POVO BRASILEIRO!
QUEM QUE NÃO CONFESSA EM GUANTÁNAMO????
14/03/2007 - 21h19 Prisioneiro de Guantánamo assume atentados de 11 de setembro
Por Andrew Gray
WASHINGTON (Reuters) - Khalid Sheikh Mohammed, que seria a principal cabeça por trás dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, assumiu responsabilidade por aqueles e outros grandes atentados, de acordo com a transcrição de um interrogatório realizado na prisão de Guantánamo e divulgado nesta quarta-feira.
"Eu fui responsável pela operação de 11 de setembro, de A a Z", disse Mohammed, falando por meio de um representante pessoal, de acordo com a transcrição do interrogatório na prisão militar norte-americana divulgado pelo Pentágono.
Mohammed, que é paquistanês, disse ainda ter sido o responsável por um ataque de 1993 ao World Trade Center, além do bombardeio a uma casa noturna em Bali, na Indonésia, e uma tentativa de derrubar dois aviões norte-americanos.
"Eu fui o diretor operacional de Osama Bin Laden para organizar, planejar, dar sequência e executar a operação de 11 de setembro", disse ele.
Aqui vemos que o rapaz está tendo um delírio em decorrência da carência de afeto em Guantánamo.
Teaser Os Dois Lados da Rua Augusta, de Dionisio Neto
Um ótimo teaser. Edição de E. Barioni. Camera de P. Pinheiro e G. Brandão.
Embedando a Playlist
Clique aqui para ver toda a Playlist "EICTVideos" no Youtube.
LA SOSPECHA
VIDEO POETICO E ONIRICO FEITO EM 24 hORAS.
G. I. BOND
G. I. BOND
Meus caros leitores, caríssimos espectadores, fanáticos do James Bond, sedentos pelas novas tramas, que esperam que um dia,
uma nova história que não seja escrita por Ian Fleming, seja minimamente decente.
Mas, infelizmente, os produtores parecem ter-se seduzido por alguma questão ideológica...
O James Bond escolhido tem cara eslavo. Foi como uma metamorfose do personagem:
antes cerebral, charmoso, inteligente, agora é físico, estúpido e masoquista.
Quem diria, o Bond de hoje, que é o Bond de ontem, com licença para matar recém-adquirida, parece ainda ser imaturo e indiscreto.
Uma grande jogada dos produtores que pode permitir uma virada na caracterização de personagem deste ator.
Antes, Bond matava seus rivais com grandes malabarismos, se defendia usando muito mais a astúcia e sagacidade do que a força física ou agilidade.
O embate entre a “mulher inteligente, amiga e fatal” e o Bond “machão, gostoso e canalha”, é mais baixo nivel que o tablóide
sobre o marido da Suzana Vieira, nunca vem a adicionar algo para os personagens, não-comprometimento dramatúrgico,
são apenas jogos de olhares para enunciar uma supertransa que nunca acontece.
Uma ode aos marines americanos e britânicos: ser macho é aguentar pancada no saco. E para ser Bond, não basta ser apenas
durão, tem que ser masoquista! Talvez tudo isso tenha um grande culpado além dos produtores: o roteirista. Não sei até que ponto
ele gostou ou gostava do personagem, não se sabe o quanto o roteiro foi reescrito (e por quem), mas nunca, na história do cinema,
se usou tanto o celular como ferramenta dramatúrgica para avançar na trama. Bate, soca, celular, pega o telefone, resolvido.
Bate, soca, celular, resolvido. Bate, celular, resolvido. É tão repetitivo que dá a impressão de que realmente o celular terá uma importância fundamental no filme.
Mas vejam, é era das comunicações, do wi-fi, dos sigilos quebrados, da lavagem de dinheiro, e bem, pelo menos nisso, o novo filme do Bond é coerente. Só
não é mais patético pela ótima sequência de abertura e porque ainda pode ser considerado um "remake" da paródia bondiniana "Cassino Royale", com David Niven.
VIAGEM A CAMAGUEY
Inicio de uma viagem de 16 horas para Camaguey,
no trem para Guantánamo.
FESTA HOTEL NACIONAL
Eu particularmente gosto deste pequeno video... eu tava meio bêbado e animadão, por isso a câmera frenética... Festa do Consulado do Brasil e da Colombia no Festival Internacional de Cinema de La Habana.
Perfil do Orkut transferido para o Blog!
Estou fazendo isso em prol de uma certa libertação do Orkut: Usemos nossos blogs para comunicar-nos, creio que pode ser uma experiência muito mais consistente, e bem, contra-corporativista... :o) Salute!
"Como é que os americanos, assim tão fortes e organizados, não conseguem bater esses miseráveis guerrilheiros? Questão de convicção. O vietcongue luta por necessidade. Se morrer, foi por uma causa boa, com honra. O americano faz esporte - "a tal caçada de animais de grande porte" -, e alguns lutam até com vergonha. Um inglês comparou isso aqui como a caça de uma lebre, por um galgo. O galgo - poderoso, forte, veloz, saudável,- é o americano. A lebre - pequenina, vítima, coitadinha - é o "vici" (vietkong). Pois o galgo quase nunca apanha a lebre, e a explicação vem aí: o galgo está fazendo charme, e não joga tudo; se alcançar a lebre, terá um almoço diferente; se não alcançar, não tem importância, sua ração está garantida. Para a lebre, não. Sua vida depende dessa hora; se se deixar apanhar, adeus! A convicção de que luta para valer, por um objetivo muito grande, lhe dá forças até sobrenaturais. E escapa"
O Gosto da Guerra - Jose Hamilton Ribeiro - jornalismo de guerra - Ed. Objetiva
"Vivemos num tempo sem fulgurações, um tempo de repetição. O grão de verdade da teoria do fim da história esta em que ela é o máximo de consciência possível de uma burguesia internacional que vê finalmente o tempo transformado na repetição automática e infinita do seu domínio. <...> O curto prazo permite finalmente à burguesia produzir a única teoria da história verdadeiramente burguesa, a teoria do fim da história. O total descrédito desta teoria não interfere em nada com o sucesso dela enquanto ideologia espontânea dos vencedores. <...> A construção social da identidade e da transformação na modernidade ocidental é baseada numa equação entre raízes e opções. Esta equação confere ao pensamento moderno em carácter dual: de um lado, pensamento de raízes, do outro, pensamento de opções. O pensamento das raízes é o pensamento de tudo aquilo que é profundo, permanente, único e singular, tudo aquilo que dá segurança e consistência; o pensamento das opções é o pensamento de tudo aquilo que é variável, efêmero, substituível, possível e indeterminado a partir das raízes." Boaventura de Sousa Santos em A Gramática do Tempo para uma nova cultura política - volume 4, pag. 1
(Hoje em dia as pessoas já não respeitam nada. Antes, colocávamos num pedestal a virtude, a honra, a lei... A corrupção impera na vida americana dos nossos dias. Onde não se obedece outra lei, a corrupção é a unica lei. A corrupção está minando este País. A virtude, a honra e a lei se esfumaram de nossas vidas)
Al Capone, ao jornalista Cornelius Vanderbilt Jr. Entrevista publicada na revista Liberty em 17 de outubro de 1931, uns dias antes de ser preso) extraida de livro de Eduardo Galeano Patas Arriba - La Escuela del Mundo al Reves.
Para alguma (ou não) compreensão do meu ser: http://www.youtube.com/user/edubarioni
Um homem não deveria ser cidadão. Deveria ser seu próprio Estado. Sem governos.
A ideologia socialista não parte de um Governo sem antes partir de um Individuo. E o Socialismo não significa NADA como sistema se não é PRATICADO pelos indivíduos. Igual ao amor. O que é a palavra, sem o gesto?
Tá chegando a crise de 2029.
Filmografia: A Guerra dos Anjos (1997) S-VHS, ficção, 42 min. Roteiro/Câmera/Direção
PLAY THE RAVE (2000) MiniDV, Doc., 8 min. Câmera/Montagem/Direção *****DISPONIVEL INTERNET****** http://www.youtube.com/watch?v=5qJVy8KzhwQ
ÊXODO (2000) MiniDV, Fic., 12 min. Direção *****DISPONIVEL INTERNET****** http://www.youtube.com/watch?v=LgWRjU4Ja7I
MAKING OF O TELEPATA Uma Passagem pelo Universo de Plínio Marcos ****disponivel internet****** http://www.youtube.com/watch?v=Ak6U723LDUI
INCISO XXI (2001-2003) 16mm, Fic., 8 min. Roteiro/Direção ******DISPONIVEL NA INTERNET******* http://www.portacurtas.com.br
LA REVELACION (2004) Digital, Doc.,Fic.,Exp., 5min. Co-Direçao com Sibiri Sawadogo (Burkina Faso) DISPONIVEL NO YOUTUBE
A Febre Amarela
Video-ensaio feito durante a final da Copa do Mundo de Futebol de Areia.
A Culpa É Mensurável?
Mais uma vez perdao pela falta de acentos. Esse teclado em frances "azerty" me mata.
(JÁ ESTÁ DEVIDAMENTE CORRIGIDO)
Acabo de zappear pela tevê e me deparo com uma publicidade de leite em pó light, no qual uma jovem, aparentemente sadia, magra, está num intervalo de uma gravação. O assistente, gordinho, claro, começa a flertar com a garota e a chama para jantar. Durante o discurso do dedicado rapaz, a moça já tomou o copo de seu leite light e diz, em tom doce e amoroso: "Desculpa, eu já tenho compromisso." e ela finaliza, FATALMENTE: "Além do mais, acabei de jantar."
Isso apenas há TRÊS dias da morte (entre tantas) de uma modelo consequências da anorexia.
Jovens publicitários que entram na carreira através de estímulos vaidosos e ambiciosos, muitas vezes não percebem o poder da criação de significados a partir da propaganda para a cultura do consumo. Esses significados criam paradigmas, e se não são responsáveis diretos por seus efeitos, com certeza sua repetição massiva é perigosa. Pelo menos deveriam ter mais cautela de COMO vendem o produto, esforçar-se para não apelar... A publicidade também é um jogo de ética. Antes as propagandas limitavam-se a expôr as qualidades do produto. E se fosse ruim, a modelo torceria o rosto. Conforme o aumento da oferta, com a produção industralizada, fazer uma peça publicitaria tornou-se um verdadeiro desafio para os criadores de uma linguagem até então inexistente. E ela pode tanto te seduzir pela apelação imagética e sensorial, como por uma "idéia" de um paradigma comportamental, como as mulheres na propaganda de cerveja (alcool, desinibição, sexo, não-repressão) ou de carros (mulheres, formas, sedução, viagens, liberdade, amizade, aventura).
PATRIOTICOS VOLUME 1
Para quem quiser conferir no Youtube, já está disponível esse vídeo-poético
sobre as ganas de liberdade...
A VERDADEIRA DEMOCRACIA BRASILEIRA
A VERDADEIRA DEMOCRACIA BRASILEIRA
No último domingo tivemos mais uma vez a oportunidade de eleger os representantes políticos que administrarão os recursos deste país continental.
Quando todos achavam que não haveria o segundo turno, está aí a realidade que não me deixa mentir. Publicaram escândalos, formaram a opinião pública, fizeram público a "verdadeira democracia brasileira" que já imperava já nos tempos de FHC.
Lembremos que é apenas a quinta vez que estamos votando para presidente: 1989, 1994, 1998, 2002, 2006. Para alguns é apenas o começo do exercício da "cidadania".
Mas o que é o exercício da cidadania em estado de miséria e fome?
É o exercício do poder para quem pode suprir, urgentemente, a necessidade de tal cidadão.
Em alguns Estados brasileiros, que ainda não posso divulgar, houve tremenda compra de votos. Uma eleitora, obrigada por uma fiscal da "oposição" a devolver o dinheiro, gritava aos berros: "Eles não querem deixar eu comer!"
Como argumentar contra o desespero?
A ginga continua nossa...
CIDADÃOS INTERNÉTICOS
Esse blog volta ao ar depois de um mês de inatividades. Esperamos que participem e entendam as confusas mensagens deste blogueiro.
Para todos os insensatos a favor da guerra bélica, cultural e religiosa!!!!!!!
Tom Zé
Senhor Cidadão
by (Tom Zé) -S
Senhor cidadão senhor cidadão Me diga, por quê me diga por quê você anda tão triste? tão triste Não pode ter nenhum amigo senhor cidadão na briga eterna do teu mundo senhor cidadão tem que ferir ou ser ferido senhor cidadão O cidadão, que vida amarga que vida amarga.
Oh senhor cidadão, eu quero saber, eu quero saber com quantos quilos de medo, com quantos quilos de medo se faz uma tradição?
Oh senhor cidadão, eu quero saber, eu quero saber com quantas mortes no peito, com quantas mortes no peito se faz a seriedade?
Senhor cidadão senhor cidadão eu e você eu e você temos coisas até parecidas parecidas: por exemplo, nossos dentes senhor cidadão da mesma cor, do mesmo barro senhor cidadão enquanto os meus guardam sorrisos senhor cidadão os teus não sabem senão morder que vida amarga
Oh senhor cidadão, eu quero saber, eu quero saber com quantos quilos de medo, com quantos quilos de medo se faz uma tradição?
Oh senhor cidadão, eu quero saber, eu quero saber se a tesoura do cabelo se a tesoura do cabelo também corta a crueldade
Senhor cidadão senhor cidadão Me diga por que me diga por que Me diga por que me diga porque
Fragmento de uma tribo de cineastas paulistanos.
Italia TetraCampea
Tive que deserdar a Argentina para ver a final da Copa. Em Sao Paulo, a comunidade italiana e os palmeirenses fizeram a festa. Acompanhe:
A GRANDE TORCIDA
Acabar em pizza virou uma expressão pejorativa para com os costumes italianos. Estava lutando para não relacionar a pizza sempre ao acobertamento de um ato corrupto ou manipulação política. No entanto, conversando com uma série de mentes argentinas e brasileiras hoje reunidas no quartel do Rune, pude sentir a seriedade do assunto quando se trata de duas coisas: Itália campeã e escândalos de corrupção na Italia. E aí, que comemos?
Qual é a Grande Torcida? Para moralizar o futebol de vez ou para salvar suas equipes do rebaixamento? Cláusulas milionárias dos contratos permitem rescisão sem multa em caso de queda do clube. Qual seria o argumento de defesa? "Não está especificada na Lei que rebaixamento por motivos administrativos não está no campo do rebaixamento por "deficiencia técnica", o que é ainda pior.
Sua torcida é pra quê? E o nosso Mengão, leva essa do Vasco? Porque como bom flamenguista, ganhar um titulo em cima do Vasco é o que seria de melhor para servir à mesma lógica que o título mundial italiano teve para seus clubes. Se pode comparar isso?
Eu pergunto, vc responde!
Quero ver mengão raçudo, diferente da Seleção, Renato inspirado e Fellyyppe Gabbriell longe do time.